Procedimentos Médico-Cirúrgicos

CIRURGIA ÍNTIMA / NINFOPLASTIA

O que é a cirurgia íntima feminina

A cirurgia íntima, ou ninfoplastia, é um procedimento de diminuição dos pequenos lábios vaginais para poder aliviar o incômodo sentido pela mulher durante a relação sexual. A operação é simples e o paciente pode retornar para sua casa no mesmo dia.


Outros nomes para o procedimento

Cirurgia íntima feminina, ninfoplastia, cirurgia de redução dos pequenos lábios da vagina, plástica dos pequenos e/ou grandes lábios.


Indicações da cirurgia íntima feminina

Na maioria dos casos, a estética e o incômodo psicológico durante a exposição ao parceiro e a relação sexual é a motivação para a cirurgia. Em casos mais raros, a dificuldade em higienizar a região acaba provocando acúmulo de secreções e urina levando a infecções constantes, como candidíase, o que também leva as mulheres a optar pela cirurgia plástica. A cirurgia é indicada para casos em que o tamanho exagerado dos pequenos lábios pode causar dor durante a relação sexual. O incômodo acontece, pois estas estruturas acabam dobrando-se para dentro da vagina durante a penetração.


Como é feita a cirurgia íntima feminina

Normalmente é utilizada a anestesia raqui ou peridural com sedação simples, para que a mulher durma durante o procedimento. Como opção, pode-se ainda usar apenas anestesia local com sedação. Nesses casos é possível deixar o hospital no mesmo dia. O cirurgião retira parte dos pequenos lábios e reconstrói essas estruturas. São dados pontos, normalmente absorvíveis, ou seja, que não precisam ser retirados posteriormente. As cicatrizes costumam ser discretas. O procedimento dura, em média, de 40 minutos à uma hora em meia. Por se tratar de uma cirurgia simples, a paciente pode ir para casa no mesmo dia.

A cirurgia objetiva melhorar o aspecto dos grandes lábios, pode-se fazer basicamente duas abordagens: para se diminuir utiliza-se pequenas cânulas de lipoaspiração com ou sem cicatriz na parte interna do grande lábio (a cicatriz fica pouco aparente). Quando o envelhecimento, perda de peso ou fatores de hereditariedade “murcham” os grandes lábios, o cirurgião pode melhorar a região com aplicações de gordura da própria paciente (lipoenxertia estruturada).


Quanto retirar?

Esta decisão é tomada pelo médico, que irá retirar a quantidade correta para o benefício estético, pensando também na função dos pequenos lábios. A ideia é tirar o excesso, ou seja, a porção dos pequenos lábios que fica aparente quando a mulher está em posição normal, é a parte dos pequenos lábios que se projeta para fora dos grandes lábios.


Contraindicações

A cirurgia íntima não possui contraindicações absolutas, no entanto, como em qualquer cirurgia, indivíduos com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca, descontroladas devem evitar procedimentos cirúrgicos.

Pacientes com infecção ativa no local ou corrimento devem fazer tratamento antes de se submeter à cirurgia. Também há uma recomendação especial para fumantes: abstinência por dois ou três meses antes da cirurgia. Por fim, mulheres com hipertensão, diabetes ou asma devem ser avaliadas sobre o risco da cirurgia.


Pós-operatório da cirurgia íntima feminina

Equimoses (manchas arroxeadas)

Não é comum que a região fique arroxeada, mas pode acontecer caso algum vaso sanguíneo de pequeno calibre for rompido durante a cirurgia.

Relações sexuais

Podem ser retomadas após 30 ou 45 dias após a cirurgia. É preciso que os pontos estejam resistentes (não estejam visivelmente frouxos) para resistir ao atrito na região e não se abrirem.

Repouso e volta ao trabalho

O repouso deve ser mantido pelo período de dois a três dias após a cirurgia. Depois disso, sem realizar grandes esforços físicos, pode voltar à rotina. Quem trabalha com esforço físico ou que precisa caminhar muito deve esperar três semanas para retornar ao trabalho.
Exercícios físicos

É possível retornar gradualmente aos exercícios físicos três semanas após a cirurgia. É indicado evitar exercícios que pressionem a região, como a bicicleta.

Sensibilidade

A região pode ter diminuição da sensibilidade após a cirurgia, mas a sensibilidade retorna após a cicatrização (cerca de 30 dias). A sensibilidade durante a relação sexual não será alterada.

Na hora do banho

A higiene da região íntima é feita normalmente com água morna e sabonete neutro, não é necessário o uso de sabonetes específicos para a genitália da mulher tampouco o uso de substâncias antissépticas.

Uso do banheiro

É recomendado que a mulher limpe a região com água e sabonete depois de urinar. Alguns médicos usam uma cola cirúrgica para impermeabilizar o local da incisão da cirurgia íntima. Esse produto impede que secreções entrem em contato e infectem a regiãoi. Nesse caso, a secagem simples com papel higiênico é suficiente. Quando estiver na rua, lembre-se sempre de carregar lenços umedecidos, que ajudam na limpeza.

Menstruação

O ideal é que a mulher não menstrue logo após a cirurgia, o que pode dificultar as medidas do pós-operatório, como a colocação de compressas frias, por exemplo. Portanto, o período recomendado para realização da cirurgia é logo após o final da última menstruação. Caso a mulher menstrue, a recomendação é que seja usado o absorvente interno, uma vez que o externo pode abafar e aquecer a região.

Vestuário

A mulher deve usar calcinhas frouxas de algodão e roupas confortáveis que permitam que a região permaneça bem arejada até que a cicatrização esteja completa, o que ocorre cerca de 30 dias após a cirurgia.

Dor e inflamação

A dor após a cirurgia íntima feminina é leve, mas pode aumentar caso os pequenos lábios inchem demais, causando atrito entre eles e consequentemente aumentando a inflamação, num ciclo.

Para evitar o problema alguns cuidados são: fazer compressas geladas na região, manter repouso de dois a três dias, não realizar exercícios físicos, tomar banhos mornos, não esfregar a região e usar o anti-inflamatórios recomendado pelo médico. É possível sentar-se logo após a cirurgia, uma vez que a área não sofrerá nenhuma pressão anormal nesta posição.


Riscos da cirurgia

A cirurgia é bastante simples, por isso, os riscos remetem mais às intercorrências gerais, como infecções, sangramento e reações à anestesia.

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